quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Número de trabalhadores estrangeiros bate recorde em Shizuoka; brasileiros crescem 4%

Pela primeira vez o número passou de 50 mil trabalhadores na província
Trabalhadores estrangeiros em Shizuoka

O Escritório do Trabalho de Shizuoka divulgou na quarta-feira (15) o último levantamento relacionado ao número de trabalhadores estrangeiros na província, referente a outubro do ano passado, informou uma reportagem do Shizuoka Shimbun.

O número de brasileiros cresceu 4% na província em relação ao período anterior, com um total de 17.364 trabalhadores.

De acordo com os dados, o número total de trabalhadores estrangeiros chegou a 51.832 pessoas, um aumento de 11,3%.

Os brasileiros representam 33,5% do total. O número de trabalhadores filipinos cresceu 15,2% e ocupa o segundo lugar, com 12.024 pessoas. Os chineses ocupam o terceiro lugar com 7.148 pessoas atuando em Shizuoka, um crescimento de 2,7%.

O registro atual também bateu um recorde e pela primeira vez o número de trabalhadores estrangeiros passou de 50 mil na província. Shizuoka ocupa o sexto lugar na lista de províncias com mais contratação de trabalhadores não japoneses.

O mesmo levantamento também mostrou que o número de empresas e fábricas que contratam estrangeiros cresceu 9,3%, totalizando 6.288 pontos de emprego.

Quase metade desses estrangeiros (45%) atua em áreas de produção de equipamentos de transporte e de peças eletrônicas e automobilísticas.
Fonte: Alternativa

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Economia crescente e falta de mão de obra fazem Japão ter a maior oferta de emprego desde 1973

A economia japonesa está passando pelo seu segundo ciclo de expansão mais longo na era do pós-guerra 

Emprego no Japão
A disponibilidade de emprego do Japão em 2017 aumentou para o nível mais alto em 44 anos, disse o governo nesta terça-feira, no mais recente sinal de que o país atingiu uma boa fase de crescimento econômico.

O índice de empregos subiu para 1,50 no ano passado, o maior resultado desde 1973, quando atingiu o recorde histórico de 1,76. Isso significa que 150 vagas estavam disponíveis para cada 100 candidatos a emprego.

A taxa de desemprego caiu pelo sétimo ano consecutivo, para 2,8%, a menor desde 1993, mostraram dados do governo.

A economia do Japão, que cresceu a uma taxa anualizada de 2,5 por cento em julho-setembro, está passando pelo seu segundo ciclo de expansão mais longo na era do pós-guerra, ajudada pela forte demanda no exterior.

A taxa de desemprego manteve-se abaixo de 3 por cento para grande parte de 2017, mas a escassez de mão de obra ainda não se traduz em crescimento salarial mais robusto, uma dor de cabeça para os formuladores de políticas econômicas, já que o Banco do Japão ainda está longe de atingir sua meta de inflação de 2%.

As taxas de participação da força laboral das mulheres aumentaram, enquanto as empresas também encorajaram pessoas idosas a retornar ao mercado de trabalho.

O número de mulheres nas folhas de pagamento atingiu um máximo de 28,59 milhões em 2017, e a taxa de desemprego feminino ficou em 2,7%, ante os 2,8% em 2016. O desemprego masculino caiu para 3,0%, abaixo dos 3,3% do ano anterior.

Em dezembro, a disponibilidade de emprego aumentou para 1,59, atingindo seu nível mais alto em 44 anos, mas o desemprego subiu para 2,8%, ante 2,7% em novembro, piorando pela primeira vez em sete meses, de acordo com dados do Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar e do Ministério do Interior e das Comunicações.

"A situação pode ser diferente dependendo do setor e entre trabalhadores regulares e de meio período, mas é evidente que a escassez de mão de obra é grave à medida que a economia está se expandindo", disse Yuichiro Nagai, economista da Barclays Securities Japan Ltd.

O primeiro-ministro Shinzo Abe está pedindo às empresas para aumentar o salário dos funcionários em pelo menos 3 por cento a partir do próximo ano fiscal, que começa em abril.

As empresas estão relutantes em aumentar os salários em parte por causa da incerteza sobre suas perspectivas econômicas e algumas, aparentemente, preferem aumentar o salário dos funcionários temporários para garantir trabalho, e não para os efetivos, de acordo com uma recente análise do governo.
Fonte: Alternativa com Reuters

sábado, 13 de janeiro de 2018

Xerox negocia novo acordo com japonesa Fujifilm, diz jornal

As duas empresas já têm uma joint-venture de cinco décadas focada na região da Ásia-Pacífico
Fujifilm

A Xerox, sob pressão para encontrar novas fontes de crescimento em meio à redução da demanda por impressoras e copiadoras, está em negociações com a fabricante japonesa de câmeras Fujifilm que podem incluir uma mudança de controle, informou o Wall Street Journal.

Sediada em Norwalk, Connecticut, a Xerox tem sido alvo do investidor ativista Carl Icahn, enquanto se esforça para reinventar seu legado de negócios. A Fujifilm está tentando reformular sua área de copiadoras com foco maior em serviços para documentos.

A Xerox e a Fujifilm já têm uma joint-venture de cinco décadas focada na região da Ásia-Pacífico, incluindo Japão e China, o que deixa a Xerox a cargo do restante do mercado.

Na última quarta-feira, o WSJ citou uma pessoa familiarizada com o assunto dizendo que uma aquisição total da Xerox não está na mesa.

A Xerox e Fujifilm não comentaram o assunto.

A Xerox tem um valor de mercado de cerca de 7,7 bilhões de dólares e a Fujifilm é avaliada em torno de 22 bilhões de dólares.

A Xerox “desesperadamente” precisa de uma nova liderança, dada a lentidão em lançar novos produtos e aumentar a receita, escreveu Icahn em carta aberta a acionistas em dezembro, um dia após nomear quatro membros para o conselho. Ele é o maior acionista da Xerox, com participação de 9,7 por cento.
Fonte: Alternativa

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Produção em fábricas tem aumento no Japão

A produção em fábricas no Japão aumentou pelo 2º mês consecutivo em novembro, de acordo com dados oficiais divulgados na quinta-feira
Fábricas no Japão
 A produção em fábricas no Japão aumentou pelo segundo mês consecutivo em novembro, de acordo com dados oficiais divulgados na quinta-feira (28), enquanto a terceira maior economia do mundo continua a todo vapor.

A produção industrial registrou um aumento de 0,6% em novembro comparado ao mês anterior, ligeiramente melhor do que as expectativas de mercado de um crescimento de 0,5%.

O número animador levou o governo a melhorar sua perspectiva da força industrial do país.

Envios de produtos fabricados no Japão aumentaram 2,4% no mês, enquanto os estoques caíram 1%, disse o ministério da indústria.

A economia japonesa desfrutou de sete meses consecutivos de crescimento, embora a um ritmo lento, graças à política de facilitação monetária do banco central, assim como os generosos programas de gastos do governo.

O período positivo mais longo por 16 anos ocorre enquanto a nação se apressa para atualizar sua infraestrutura antes dos Jogos Olímpicos de 2020.

Contudo, os consumidores continuaram prudentes em relação à perspectiva para a economia japonesa, e empresas evitaram oferecer aumentos salariais significativos e investimentos para tirar o Japão da prolongada deflação.
Fonte: Portal Mie com Japan Today

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Economia do Japão cresce pelo 7º trimestre seguido e perspectiva continua forte

Os gastos do consumidor caíram pela primeira vez em sete trimestres, mas a expectativa é que a queda seja passageira 
Economia do Japão
 A economia do Japão cresceu mais rapidamente do que esperado no terceiro trimestre devido a fortes exportações, registrando o período mais longo de crescimento ininterrupto em mais de uma década.

A economia expandiu-se a uma taxa anualizada de 1,4 por cento no trimestre encerrado em 30 de setembro, um pouco acima da estimativa mediana para crescimento anualizado de 1,3 por cento, mostraram dados do governo divulgados nesta quarta-feira.

O crescimento anualizado registrado no segundo trimestre foi revisado para 2,6 por cento.

Os gastos do consumidor caíram pela primeira vez em sete trimestres, mas a expectativa é que a queda seja passageira, já que a economia está próxima do pleno emprego, o que deve reforçar o consumo doméstico no futuro.

O aumento das despesas de capital e as exportações também deverão manter a economia crescendo, o que deve aliviar algumas preocupações com a baixa inflação.

“A taxa de crescimento potencial do Japão é de cerca de 1 por cento, então os resultados para o terceiro trimestre mostram que a taxa real de crescimento está bastante alta”, disse Hidenobu Tokuda, economista sênior do Mizuho Research Institute.

“O mercado de trabalho está indo tão bem que os gastos dos consumidores com certeza vão crescer no futuro. As despesas de capital ainda parecem saudáveis. A economia está indo bem.”

O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,3 por cento em relação ao trimestre anterior, em linha com a estimativa mediana, depois de ter crescido 0,6 por cento no segundo trimestre, mostraram os dados divulgados nesta quarta-feira.

Os resultados mostraram que a economia do Japão cresceu pelo sétimo trimestre consecutivo, o período mais longo de expansão desde os oito trimestres de crescimento registrados entre o segundo trimestre de 1999 e o primeiro trimestre de 2001.

A demanda externa - ou exportações menos importações - foi o que mais impulsionou a expansão econômica, adicionando 0,5 por cento ao crescimento do PIB.

O consumo privado, que representa cerca de dois terços do PIB, caiu 0,5 por cento em relação ao trimestre anterior, ante expectativa de contração de 0,3 por cento, no primeiro declínio desde o último trimestre de 2015.

O declínio foi impulsionado por menores gastos em restaurantes e hotéis, bem como gastos reduzidos em carros e telefones celulares, disse um funcionário do governo. O mau tempo durante o trimestre pode ter prejudicado os gastos, acrescentou.

As despesas de capital aumentaram 0,2 por cento no terceiro trimestre ante o trimestre anterior, abaixo da estimativa mediana de crescimento de 0,3 por cento. No entanto, o resultado marcou o quarto trimestre consecutivo de crescimetno dos investimentos.
Fonte: Alternativa com Reuters

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Panasonic vai aumentar produção de baterias para atender demanda da Tesla

Empresa disse que a demanda automotiva ajudou o lucro operacional de julho a setembro a subir 6%
Panasonic maior fabricante de baterias de íons de lítio do mundo
 A Panasonic disse na terça-feira que a produção da fábrica de baterias de 5 bilhões de dólares, que opera em parceria com a montadora de veículos elétricos Tesla, vai aumentar em breve, uma vez que as causas que limitaram a produção foram compreendidas.

A Panasonic, maior fabricante de baterias de íons de lítio do mundo, produz as células de bateria que a Tesla utiliza para montar as baterias de seus carros.

A Tesla, no início deste mês, culpou os gargalos industriais por limitarem a produção trimestral de seu sedã popular Model 3 a 260 veículos, em vez de atingir sua meta de 1.500 unidades.

O presidente-executivo da Panasonic, Kazuhiro Tsuga, disse em um relatório de resultados que os atrasos na automação da linha de produção da bateria fizeram com que alguns estágios tivessem que ser concluídos manualmente.

“Este processo (para baterias) será em breve automatizado, e então o número de veículos a serem produzidos aumentará bruscamente”, disse Tsuga. Ele não quis

Os comentários foram feitos quando a Panasonic afirmou nesta terça-feira que a demanda automotiva ajudou o lucro operacional de julho a setembro a subir 6 por cento, superando as estimativas dos analistas. A empresa manteve sua previsão de lucro de 335 bilhões de ienes (2,96 bilhões de dólares) para o ano fiscal que termina em março.
Fonte: Alternativa

sábado, 21 de outubro de 2017

Shiseido construirá primeira fábrica no Japão em 36 anos

Para atender a demanda com o aumento das vendas para estrangeiros, a Shiseido vai construir sua primeira fábrica em 36 anos na província de Tochigi
A Shiseido Co. investirá cerca de 40 bilhões de ienes ($353 milhões) na construção de sua primeira fábrica em 36 anos para atender a crescente demanda por parte dos (turistas) estrangeiros, anunciou a gigante dos cosméticos na quinta-feira (19).

A fábrica será construída em Otawara (Tochigi) e poderá ser aberta no ano fiscal de 2019.

Ela é projetada para satisfazer a crescente demanda por produtos da Shiseido tanto no Japão quanto no exterior, disse a empresa, salientando que as vendas para estrangeiros são particularmente sólidas.

Loções e outros produtos para pele vendidos em farmácias nacionais e outros locais serão produzidos nessa fábrica de Tochigi, que ocupará uma área de 38 mil metros quadrados.

A Shiseido tem observado que suas vendas para turistas do exterior, principalmente os da China, estão crescendo de forma substancial.

Cerca de um quarto das vendas globais da Shiseido na primeira metade deste ano foram para clientes chineses.
Fonte: Portal Mie com Asahi